Ana Baldaia, em Londres e Bárbara Baldaia, em Lisboa



French vanilla coffee in NYC

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Uma história cheirosa no NYTimes

An unseen, sweet-smelling cloud drifted through parts of Manhattan last night. Arturo Padilla walked through it and declared that it was awesome.

"It's like maple syrup. With Eggos. Or pancakes," he said. "It's pleasant."

The odor had followed Mr. Padilla and his friend along their walk in Lower Manhattan, from a dormitory on Fulton Street, to Pace University on Spruce Street, and back down again, to where they stood now, near a Dunkin' Donuts. Maybe it was from there, he said. But it wasn't.

Mr. Padilla was not alone. Reports of the syrupy cloud poured in from across Manhattan after 9 p.m. Some feared that it was something sinister.

There were so many calls that the city's Office of Emergency Management coordinated efforts with the Police and Fire Departments, the Coast Guard and the City Department of Environmental Protection to look into it.

By 11 p. m., the search had turned up nothing harmful, according to tests of the air. Reports continued to come in from as far north as 112th Street shortly before midnight. In Lower Manhattan, where the smell had begun to fade, it was back, stronger than before, by 1 a.m.

"We are continuing to sample the air throughout the affected area to make sure there's nothing hazardous," said Jarrod Bernstein, an emergency management spokesman. "What the actual cause of the smell is, we really don't know."

There were conflicting accounts as to its nature. A police officer who had thrown out her French vanilla coffee earlier compared it to that. Two diplomats from the Netherlands disagreed, politely. Rieneke Buisman said it smelled like roasted peanuts. Her friend Joris Geeven said it reminded him of a Dutch cake called peperkoek, though he could not describe that smell.

*descoberta pelo xanato


And so what?

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Na primeira página do Expresso de hoje:
"FRANCISCO Louçã reconhece, em entrevista a Margarida Marante, que já consumiu drogas leves, tendo fumado «cannabis», que considera menos nocivo do que o tabaco. O líder do BE assume ainda, na entrevista que irá hoje para o ar na TSF às 11h, que gosta de comer e beber bem e que já conduziu em excesso de velocidade."

And so what? Parece que os jornalistas às vezes perdem a noção do que é notícia. Consumir cannabis já nem sequer é ilegal (e é menos nocivo que o tabaco, sim) e estou à espera de ouvir o primeiro político garantir que nunca conduziu em excesso de velocidade. Isso sim, seria notícia. Ah, e Louçã "assume" (atenção) que gosta de comer e beber bem.

Eu também assumo. Eu também reconheço.



Com a devida vénia ao bombyx-mori




No dia em que o Tribunal Constitucional chumba o referendo ao aborto, no dia em que Sócrates apelou à "paciência democrática" (politicamente bem, na realidade mau), a RTP passou O Crime do Padre Amaro, filme de Carlos Carrera, com o maravilhoso Gael Garcia Bernal, a partir da obra de Eça de Queiroz.
Sem mais pormenores, Amélia morre numa poça de sangue à custa de um aborto clandestino. Quando o filme saiu, a Igreja, mergulhada na sua hipocrisia mais recôndita, atirou-se ao ar. Amélia morre numa poça de sangue à custa de um aborto clandestino.
A direita mais ortodoxa, bafienta e salazarista continua com o mesmo discurso. Este não é - não pode ser - um assunto de esquerda ou de direita, partidário ou ideológico.
É um assunto de saúde pública, um problema grave que não pode ser tratado com uma venda nos olhos nem com falsos pudores idiossincráticos. Amélia morre numa poça de sangue à custa de um aborto clandestino.
Qual é a mulher que vai passar a fazer um aborto por ser legal? Qual é a mulher que deixou de fazer um aborto por ser ilegal? Amélia morre numa poça de sangue à custa de um aborto clandestino.

O amor é o motor do mundo, Amélia.


Viva a liberdade de expressão

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Ultimamente, tenho ouvido muito dizer que "Cavaco Silva foi o melhor primeiro-ministro depois do 25 de Abril".
Quer dizer que no tempo da ditadura houve um melhor que Cavaco?


O candidato do social

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Soares marcou a diferença em relação a Cavaco: social, social, social.
"Sou pela estabilidade, mas não aqualquer preço", disse Soares sublinhando considera importante a "coesão social", a "solidariedade sem exclusões" e distribuição "equitativa" da factura da crise. A ver a resposta de Cavaco.



A DECO descobriu que as repartições de finanças de Portugal não são eficientes:

O fisco não é eficiente na informação que dá aos contribuintes, nem ajuda a fazer cumprir as obrigações fiscais. O estudo envolveu 126 repartições de Norte a Sul do País e das Regiões Autónomas.

Mais pormenores:

Nenhum dos 126 serviços visitados deu uma resposta satisfatória às seis situações simuladas anonimamente ao balcão. Metade falhou em mais de três cenários.

A grande maioria dos serviços (cerca de 81%) falhou no cenário do Imposto Municipal sobre Imóveis, sobretudo nos dados sobre o pedido de isenção. Cerca de metade (48%) também não soube explicar sobre que valor incide o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis.

Segundo a revista da DECO, ao longo do estudo, muitos funcionários do fisco adiaram a resposta às dúvidas e os esclarecimentos, por exemplo, para a entrega da declaração de rendimentos, o que só atrasa este procedimento. Outros remeteram os colaboradores anónimos para os serviços de apoio ao contribuinte.

Nas três visitas realizadas aos 126 serviços pelos colaboradores da DECO PROTESTE, estes estiveram meia hora, em média, na fila. Mesmo assim, foram muitos os casos em que se viram obrigados a aguardar mais de uma hora para serem atendidos.

Com excepção das repartições de Lisboa e do Porto, abertas durante a hora de almoço, as outras (83%) abrem ao público só cinco horas e meia por dia e no período em que a maioria dos contribuintes está a trabalhar: das 9 horas às 12h30 e das 14 às 16 horas.

O texto completo aqui.



«Teria valido a pena arriscar ver o Eusébio jogar a guarda-redes? Cada um deve jogar naquilo em que sabe jogar e deixar os outros jogarem onde os outros sabem jogar. Não estamos em momento de aventura nem de riscos».
António Costa, defendendo a candidatura de Mário Soares (contra a de Manuel Alegre)

Confesso que quando ouvi isto hoje de manhã na TSF me assustei. "Teria valido a pena arriscar ver o Eusébio...". Oh meu Deus, o homem vai perguntar se teria valido a pena 'ver o Eusébio continuar a jogar'? Vai dizer que o Eusébio soube encontrar a altura certa para arrumar as chuteiras? Vai desancar o Soares? O Costa passou-se! "...a guarda-redes". Ah, ainda não foi desta.


I'm so crancky today!

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Há aqui um problema para os jornalistas...
Está a circular na internet, provavelmente inspirada neste texto, uma mensagem que denuncia a situação de privilégio da Caixa de Previdência dos Jornalistas - os jornalistas inscritos nessa Caixa [como é o meu caso] beneficiam de um regime mais favorável do que o da ADSE.

O assunto é muito incómodo, na medida em que coloca os jornalistas numa posição muito sujeita a críticas - numa altura em que vários subsistemas de saúde são extintos, este mantém-se?

Por mim (que defendo o que Sócrates tem feito neste domínio) , e embora com pena, entendo perfeitamente o eventual fim do subsistema que possibilita a existência da Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalitas.


A propósito do que escreve o João Paulo Meneses (opinião, aliás, com a qual concordo (do género 'tenho pena, mas percebo')) a mim parece-me quase óbvio que o Governo não mexeu em nós, jornalistas, para não ter que enfrentar o corporativismo da classe. Se assim já é difícil para o Executivo fazer estes cortes, imagine-se com quem escreve a ser atingido. À queima roupa. Bang, bang, lá ia Sócrates. Assim, o PM ainda se vai safando.

De acordo com o que me disseram hoje, o ministro da Saúde já o admitiu numa entrevista, em que acrescentava que o corte na despesa não seria muito significativo. Parece que a Caixa dos Jornalistas é auto-sustentada.


Sócrates e o lobo

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José Sócrates não pode mudar a lei do aborto na Assembleia da República, se o Tribunal Constitucional chumbar a possibilidade de referendo durante esta sessão legislativa. Comprometeu-se que o faria através do referendo. Tem que esperar até ao fim do próximo ano. Ou vai, mais uma vez, voltar atrás com uma promessa? Daqui a pouco, deixamos de acreditar na palavra do primeiro-ministro. É quase como a história do Pedro e o lobo.

(Apesar de eu ser absolutamente favorável à despenalização do aborto, apesar de eu ser da opinião que o assunto devia ser resolvido no Parlamento e não em referendo.)


Com Alá

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Rabat, Marrocos



Depois de me assaltarem o carro várias vezes à porta de casa, em pleno Príncipe Real, arrombando o canhão, optei por passar a deixar o carro aberto. Voltaram a assaltar-me. Mas são tão profissionais que nem perceberam que as portas não estavam trancadas e conseguiram estragar ainda mais um bocadinho o canhão. Fantástico.


Espero bem que...

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Tal como se previa, Cavaco não abriu mão do poder de dissolução da Assembleia, ao contrário do que fez em 1995 ("Não dissolvo", disse na altura). Mas também não explicou o que mudou, para mudar de opinião. Saiu-se com uma frase bombástica:
“Espero bem não ter que usar esses poderes muito extraordinários”.

No more for the moment. Está lançada a campanha, a esquerda vai exigir pormenores à volta desta posição. Quem é que disse que Sócrates se daria melhor com Cavaco do que com Soares? Afinal que estabilidade promete Cavaco? A que é que chama cooperação com o Governo? Como é que vai ajudar o país a sair da crise?

Acho que esta campanha promete, ainda para mais na época do bolo-rei.


(O silêncio gerido milimetricamente pelo candidato arrastou para o CCB dezenas de jornalistas, mãos cheias de câmaras de filmar, resmas de fotógrafos e deu direito a que uma motorizada da SIC acompanhasse em directo o percurso de Cavaco até Belém. Mérito de Cavaco (profissionalíssimo nestas coisas) ou alucinação (muito frequente) da comunicação social?)


Bomba atómica

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Ao contrário do que aconteceu em 1995, parece que desta vez Cavaco não vai dispensar a bomba atómica. Há dez anos, Cavaco apresentou-se como candidato à Presidência e prescindiu, perante um Governo minoritário de Guterres, do poder de dissolver a Assembleia. Ao que tudo indica, hoje não o fará, apesar de haver uma maioria absoluta de Sócrates. Porquê? Porque pelo meio houve um Presidente chamado Sampaio que fez o que fez? Ou por outras razões? Era bom que Cavaco explicasse isso logo à noite.



O Conselho de Ministros de hoje aprovou um decreto-lei que limita a colocação no mercado e a utilização de níquel nos piercing

Justificação:
"Pretende-se minorar os efeitos prejudiciais para a saúde humana e para o ambiente associados à utilização de níquel nos conjuntos de piercing".

Acho bem. Agora só me preocupa saber que quantidade de níquel terá o meu...


Jornais

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1. Ontem, estive na Hemeroteca a fazer uma pesquisa nos jornais de 1995. Perdi-me de nostalgia ao reencontrar-me com o Público de há dez anos. Grafismo perfeitamente contemporâneo, fantásticos textos, óptimas edições e, last bust definetely not least, os títulos. Sugestivos e apetitosos. Adorava aquele Público. Que saudades!

2. Confesso que não percebo a edição de política do DN de hoje. Abertura com artigo de página inteira a dizer que o PSD pode abster-se na votação do OE. 2/3 de página a Soares que não leu o Harry Potter, mais um 1/3 de página a Alegre, "um espião dentro de casa" e 2/3 de uma coluna à apresentação da candidatura de Cavaco. Na outra página, Sampaio que "defende a UE a várias velocidades" e meia coluna (pouco menos que a coluna de Cavaco) para dizer que o PCP acusa o PS de promover o descrédito do Parlamento.

3. Alguém me explica porque é que o Público abre a edição de política a dizer que Soares apresenta comissão de honra no Porto? Para compensar, bom trabalho sobre Cavaco.


Fotografia por quem sabe

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Este querido tem a mania que inventou uma nova gramática da língua portuguesa, mas é um exceleeeeente fotógrafo. Vale a pena ver.

Assim como este
. Especialíssimo.



Em 1995, Soares despedia-se da Presidência, ao dar o palco ao confronto Sampaio/Cavaco.

Dez anos depois, Sampaio despede-se da Presidência, ao dar o palco ao confronto Soares/Cavaco.

Numa década, muita coisa mudou. O mundo está diferente, o país é outro. Soares disse-o, quando apresentou a sua candidatura. Cavaco há-de dizê-lo também, logo à noite. As pessoas, essas, são as mesmas.





...isto não pode continuar assim...


Sonhos

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"Ó mãe, uma pessoa quando sonha muito uma coisa, depois essa coisa não se realiza?"


OE optimista

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Ainda não percebi como é que o Orçamento de Estado contempla a OTA e o TGV para um ano em que o investimento público vai parar.
Ainda não percebi como é que o Governo vai conseguir aumentar as exportações em cerca de 6%. Estarão à espera de um passe de mágica do ICEP?
Ainda não percebi como é que vamos ter um crescimento económico de 1,1% no próximo ano.
Aguardo, sem grande optimismo, mas, ainda assim, com esperança.


É muito bonito

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Ontem, perguntavam-me porque é no Porto se diz asneiras tão à vontade, quando em Lisboa, às vezes, há tanto prurido para dizer um caralho.
João Pereira Coutinho explica, numa conversa com Miguel Esteves Cardoso:


JPC: Aqui em Lisboa está um calor insuportável. No Porto estava mais fresco.
MEC: Vieste agora do Porto?

JPC: Ontem.
MEC: Gosto muito daquela cidade. Eu preferia viver no Porto. Quando o meu pai morreu, já tinha um apartamento lá na Foz, fabuloso. Eu gosto muito mais do Porto do que de Lisboa. Gosto mais das pessoas do Porto, são mais honestas, do ambiente, do clima. É mais bonito.

JPC: Mais honestas? Em que sentido?
MEC: Dizem o que pensam. Não são mentirosas. Não fingem.

JPC: Uma das coisas que eu gosto no Porto é a forma como se utiliza o palavrão para expressar afectividade. É «ó meu caralho», «ó seu caralho»...
MEC: (risos) É muito bonito. Adoro isso. É afectuoso. Estive lá agora, dez dias.


Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza

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-
Portugal é o país da União Europeia onde há mais desigualdade entre ricos e pobres, uma situação característica dos estados em vias de desenvolvimento. As 100 maiores fortunas portuguesas representam 17% do PIB e 20% dos mais ricos controlam 45,9% do rendimento nacional.
(Lusa)

+
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social disse hoje que o próximo Orçamento de Estado vai incluir recursos mais significativos para o combate à pobreza, que em Portugal atinge uma em cada cinco pessoas. Para combater a pobreza, Vieira da Silva quer reforçar os mecanismos já existentes, como o Rendimento Social de Inserção, e apostar também na nova prestação de combate à pobreza para os idosos, que será aplicada em 2006. O ministro acrescentou que os instrumentos de combate à pobreza" terão de ser "geridos com muito rigor".
(Lusa)


O fenómeno WPP

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Fui hoje à World Press Photo e vi a exposição a correr, a espreitar nos espaços abertos entre ombros colados com ombros. É inacreditável a quantidade de gente que a WPP chama. A atenção e o prazer com que as pessoas vêem as fotos e como as "percebem" mostram como a fotografia é uma das linguagens mais universais e envolventes. E mostram também como os jornais devem (têm que) apostar cada vez mais na fotografia.
A propósito, o nível das fotografias portuguesas (Prémio Visão) não fica atrás do das outras, a não ser nas legendas, com pouca informação.


Hugo Delgado Fernandes, freelancer
Maternidade do Hospital Simão Mendes na Guiné não tem condições, o que contribui para uma taxa de mortalidade de recém-nascidos de cerca de 50% na Guiné Bissau. (Novembro 2004)

A afluência que se verifica, a cada ano no CCB, com a WPP, é também a prova de que quando uma exposição tem realmente qualidade e preços acessíveis, a audiência é muita. Foi o que aconteceu também com a Paula Rego, em Serralves.

A WWP pode ser vista no CCB até ao próximo fim-de-semana.
A partir de 6 de Novembro, estará no Forum da Maia.


Referendo ao aborto

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Ao que tudo indica, de acordo com o DN e o Expresso de hoje, o Tribunal Constitucional vai chumbar a possibilidade de ser feito um referendo ao aborto até Setembro do próximo ano. Isto porque o TC considera que a presente sessão legislativa começou quando a Assembleia saída das eleições de Fevereiro tomou posse e não em Setembro, depois das férias de Verão, como o PS sustenta e, sobretudo, deseja. Nesta história toda, o que acho mais piada é lembrar-me do Presidente da República, no dia em que enviou a questão para o TC:

-"Não tenho dúvidas nenhumas de que já estamos numa nova sessão legislativa. Não tenho dúvidas nenhumas sobre isso!"

NOTA - Devido à confusão em torno desta questão da sessão legislativa, uma adenda jurídica: uma proposta de referendo que tenha sido chumbada pelo PR não pode voltar a ser apresentada na mesma sessão legislativa. As sessões legislativas normalmente têm a duração de um ano (uma legisltura (4 anos) tem normalmente 4 sessões legislativas), mas como houve eleições antecipadas esta começou mais cedo (de acordo com o PSD e também o TC, ao que parece). Há quem defenda (o PS por exemplo) que a primeira sessão legislativa acabou no Verão e que, por isso, esta legislatura (se não for interrompida, como já vem sendo hábito) terá 5 sessões legislativas.


O Sonho

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Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma dêmos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

-Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama
Pelo Sonho é que Vamos (1953)


I'm loving it!

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Povo de todo o mundo, comprai um Macintosh!

(Depois de uma pequena/grande lição sobre o mundo dentro desta maçã, estou absolutamente fascinada com o meu novo brinquedo!)


À velocidade dos media

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Uma pessoa tem uma constipação e já acha que é a gripe das aves.


Sorri

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Devia ser obrigatório afixar isto em todas as repartições de finanças de Portugal:

"O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores."
Mário Quintana



The lights glow.
What will happen next?

Night has fallen.
The rain stops.
What will happen next?

Night will deepen.
He does not know
What I will say to him.

When he has gone
I'll have a word in his ear
And say what I was about to say
At the meeting about to happen
Which has now taken place.

But he said nothing
At the meeting about to take place.
It is only now that he turns and smiles
And whispers:
'I do not know
What will happen next.'

Harold Pinter, 1981

Este senhor, que nasceu a 10 de Outubro de 1930, em Londres, ganhou o prémio Nobel da Literatura.
A Academia Real Sueca justificou o prémio pelo facto de Harold Pinter «revelar o abismo existente nas conversas banais e forçar a sua entrada nos espaços fechados da opressão».
Prosa, poesia, dramaturgia, tudo sai da mão de Pinter.
Os Artistas Unidos já levaram várias peças suas à cena.


"Não sei resumir nenhuma das minhas peças. Não sei descrever nenhuma. Só sei dizer foi isto o que aconteceu, foi isto o que disseram, foi isto o que fizeram."
Harold Pinter


Outono

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Ontem cheirou-me pela primeira vez a Outono. Uma mistura de terra molhada com castanhas assadas.


Afinal ninguém pára para pensar

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Apenas uma nota para dar conta que os serviços do gabinete do primeiro-ministro se aperceberam do erro e já mandaram a rectificação:
10:30 - Encontro com Presidente da República Federativa do Brasil.



Acabo de receber a agenda do primeiro-ministro para amanhã.

AGENDA DO PRIMEIRO-MINISTRO
Para o dia 13 de Outubro de 2005

VIII Cimeira Luso-Brasileira
Local: Porto
09:30 - Inauguração do Seminário Económico Empresarial pelo Presidente da República Federativa do Brasil e pelo Primeiro-Ministro de Portugal.
Hotel Meridien (Sala Guimarães I)

10:00 - Início das Reuniões Sectoriais da VIII Cimeira Luso-Brasileira.
Fundação Serralves

10:30 - Encontro com o Primeiro-Ministro.
Fundação Serralves

Conclusão: às 10h30, o primeiro-ministro fará uma auto-reflexão.


Newsaddict

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Este sítio é delicioso para quem gosta de jornais.
(Acho que o David Dinis já tinha escrito isto, mas eu confesso que só hoje é que descobri).

As primeiras páginas dos jornais do mundo, com algumas (grandes) deficiências: por exemplo, em Portugal falta o DN, em Espanha falta o El Pais, em Inglaterra falta o The Times... mas pronto...



Ando a comprar a FNAC aos bocadinhos. Daqui a bocado, ainda me tornam accionista. Raisparta as horas de almoço!


Depressão

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Lisboa com chuva é absolutamente deprimente.
O Porto com chuva é o Porto.


sweet crazy new york, la femme des femmes

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foi na inquietude da noite que me desconheci. foi no
momento intenso da chama que ardia no rio, como nao
poderia ser, como quem escorrega mas nao cai que eu
percebi que poderia ser, poderia ali, teria ate ja
sido.
e na forma nao havia maior identidade do que a da
entrega de quem trata de sorrir, de quem come por
prazer e bebe para nao sofrer. foi assim, rapida e sofregamente, indiscreta e desassossegadamente, sem que alguem soubesse, sem que nem a memoria ousasse e o corpo quisesse, sem ter conhecido. e podia ate nem ter sido, mas a palavra era mais intensa que o medo, ela era o desejo, ela era presente e para mim era tarde demais.
havia na imensa
liberdade um passo que era quase karma adivinhado,
sentido que se sabia fazer parte da vida, e era pois
minha alegria, ver, querer, corroer.
seria ainda eu menina.
a noite tinha ainda estrelas desconhecidas a olho nu,
e no nu, nao havia juizo final, so a harmonia repleta
que é o feminino.
fora da ordem mundial, era imprescindivel que eu me
tivesse reconhecido nesse momento, nesse plano tactil
volatil sensual.
e era sonho de quem nao tinha dormido, de quem deixa
uma mensagem no gravador e segue voando.
e a presenca do corpo fisico no sonho era a prova de
que eu estava viva, de que na ilusao havia ainda a
esperanca, o reconhecimento, a identidade. E no aviao,
a relacao.
E nao havia os factos, nao havia os lugares.
Eu nao tinha de comprovar nada, eu nao tive de pedir
nada.
A agua escorria, o corpo sorria.
E o resto sao imagens. e o caminho para o aeroporto
eterno. O carro mais pequeno mingando, encurtando a
respiracao, sufocando o coracao, como quem quer
partir, como quem perde asas.
E lembro ainda o cafe na mesa europeia.
O cafe curto, e o sorriso largo.

e depois parti.

and then i knew i loved her. yes, in that moment i did
love her.
like I love people. entirely and massively, like a
bloodsucker.
sweet new york city.

AB


Importa-se de repetir?

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Numa nota emitida hoje, o Bloco de Esquerda fala numa "subida eleitoral muito significativa" do partido.


Da ressaca

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Conclusões da noite de ontem

- O povo, tradicionalmente, penaliza o partido que está no poder. Mais do que demérito de Sócrates ou mérito de Mendes, foi o tom de repreensão do povo - como quem diz "Atenção, que nós estamos atentos".
- O caciquismo saiu derrotado em Amarante: o povo às vezes (nem sempre) tem razão. Por outras palavras, o voto do povo nem sempre é justo, mas é sempre justificável (às vezes pelas mais mirabolantes razões, veja-se Gondomar, Oeiras ou Leiria, por exemplo).
- O Bloco de Esquerda não é um partido em ascensão urbana meteórica, como os seus dirigentes quiseram fazer crer.
- Apesar da ortodoxia acutilante, Jerónimo de Sousa confirmou, depois das legislativas, que consegue captar votos.


Democracia

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Do anarquista russo do século 19 Mikhail Bakunin (1814-1876):

"Sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares faz-se por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, logo que se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e pôr-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e às suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana."

(enviado por Dreamkeeper, ex-empresário, anarco-sindicalista, abstencionista por renegar o actual estado da democracia)


Avelino out

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Bem-haja ao povo de Amarante!


The world outside

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Só visitei uns míseros 8% do Mundo... Isto é deprimente... Vou plantar couves para o quintal. Até já.

(post a reboque da boa rebelde)



Once I ran from you
Now I run to you

Take my tears and that's not nearly all
Oh... tainted love



Alta Autoridade para a Comunicação Social
Responsável renuncia a processo de avaliação da TVI
07.10.2005 - 18h47 Lusa

O membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social João Amaral, responsável pela renovação da licença de televisão da TVI, demitiu-se dessa função por considerar ser a futura entidade reguladora que deve avaliar esses processos, disse à Lusa fonte daquele organismo.
O relator alegou "achar que a Alta Autoridade não tem condições para avaliar a renovação das licenças de televisão" e defendeu que o processo deve ser "prosseguido pela [futura] entidade reguladora", adiantou.
A renúncia surge na semana seguinte à apresentação de demissão pelo responsável do processo da SIC, Artur Portela, que alegou terem havido pressões do Governo sobre a metodologia e calendário do processo.

Quererá o Presidente da República ouvir João Amaral, Artur Portela e o Governo sobre o assunto?



Uma pessoa que muito prezo alertou-me para o seguinte no discurso de 5 de Outubro do Presidente da República: Sampaio acusou os partidos políticos de beneficiarem com a corrupção que se tem imputado apenas às personagens dos mesmos partidos (vide Felgueiras, Avelinos e outros que tais). Veja-se:

"Se a crítica aos partidos políticos é filha da inveja cega, da paixão violenta, do ódio infundamentado, então essa crítica acaba por reforçar os males que diz pretender sarar e torna-se prejudicial a todos os portugueses.

Com isto se cruza a questão da corrupção. Parte significativa dos casos que chegam aos Tribunais indiciam que os dinheiros, ou pelo menos parte deles, não se terão destinado, apenas, a aproveitamento pessoal.

A regeneração da imagem dos partidos, essencial para o bom funcionamento da democracia e para a participação empenhada dos cidadãos na vida política, exige, por isso, um tratamento adequado da questão da corrupção."


Fico triste

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O iBook não me deixa pôr acentos nos títulos nem fazer links nos textos.

(Deve haver uma solução, não?)


Fico contente

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A esplanada do Princípe Real tem wireless.



Francisco Louçã comparou alguns episódios da campanha eleitoral com o programa de televisão “Levanta-te e Ri”. Carmona a cantar o fado, Maria José Nogueira Pinto a queixar-se das dificuldades que a calçada portuguesa provoca aos transeuntes, Rui Rio a ser cumprimentado por um grupo “arrebanhado” de caloiros. E por aí fora.
Confesso que fico boquiaberta. O Bloco fez uma campanha “Chapitô”, arrigimentou palhaços que se balouçavam sobre andas para entregarem panfletos, fez encenações (de má qualidade) onde os actores tinham máscaras de Carmona e Santana. Chegou a vestir Carrilho de bobo da corte. Foi de balde e vassoura lavar as escadas da Câmara do Porto. E por aí fora.
Não percebo qual é a diferença entre a campanha do “Levanta-te e Ri” e a campanha dos “Malucos do Riso”. Sinceramente.



Lobo Xavier foi a Celorico (de Basto, julgo) dizer aos candidatos do CDS - que concorrem pela primeira vez e que já tinham sido seus alunos - que andou 30 anos a perder eleições. Que se perdessem na primeira vez que se candidatam não fazia mal. Que o que é preciso é persistência. Acho que é a primeira vez que ouço um discurso de derrota antes das eleições.



De acordo com o JN, esta foi a mais cara campanha de sempre e também a campanha para a qual o Estado deu mais dinheiro. Cada português, diz o jornal, contribuiu com 5,50 euros. Eu dei 5,50 euros para esta campanha?! E nem sequer recebi um avental?! Ou um chouriço?! Ou uma caixa para os remédios?! Ou...


As tristes desventuras do Sr. Sousa

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Jerónimo de Sousa (a quem eu já elogiei aqui o carácter genuíno) acaba a campanha eleitoral de forma lamentável. Primeiro, cometeu um erro de palmatória, ao fazer uma acusação impreparado. Mas errar é humano. Por isso, mais grave é recusar-se a pedir desculpa pelo erro que cometeu.
Jerónimo de Sousa acusou a Entidade Fiscalizadora das Contas dos Partidos de falta de isenção por ser presidida pelo homem que durante muitos anos tratou dos assuntos fiscais do PS. No final do discurso, os jornalistas perguntaram-lhe a quem se referia. Resposta de Jerónimo: "Àquele Sr. Galamba". Estaria, certamente, Jerónimo a pensar em António Galamba, deputado socialista e responsável pelas contas do partido.
Acontece que quem trabalha na Entidade (como vogal e não presidente - o presidente chama-se Miguel Fernandes) é outro Sr. Galamba (Jorge Galamba) que nada tem a ver com o primeiro Galamba e que, ao que julgo saber, nem sequer faz parte da família.
Perante a exigência de um pedido de desculpa por parte do Sr. Galamba (o da Entidade), Jerónimo recusou-se a fazê-lo. No more coments. Assim, fico desiludida com este Sr. Sousa.



... no final de um comício, perguntei a António Guterres, então primeiro-ministro:
-Que ilações retirará de uma eventual derrota do PS nestas eleições?
-Minha senhora, nós vamos ganhar.
-E se perderem?
-Minha senhora, nós vamos ganhar.
O resto é o que se sabe.

Pergunta: quatro anos depois, que tipo de ilações políticas retirará José Sócrates de uma eventual derrota do PS nestas eleições?



... um candidato pelo PS a uma Câmara (não digo o nome, porque foi com o microfone desligado) me dizia, antes de começarmos o debate: "Ah menina, não há nada melhor que dar uma mijinha, quando estamos aflitos".

Pergunta: Quatro anos depois, temos melhores candidatos às autarquias?



...Luís Campos Ferreira, actual deputado do PSD, então candidato à Câmara de Viana do Castelo, dizia que "os presidentes de Câmara não se receitam como supositórios, embora alguns devessem ter o mesmo destino" (era mais ou menos isto, cito de cabeça).

Pergunta: Quatro anos depois, a campanha autárquica mudou? Melhorou? É mais construtiva? Discutem-se ideias?


Memories in the park

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nao ter medo para amar. nao ter medo para dizer que
aqui mesmo eu gostaria...
sim, gostaria ver esse teu sorriso abstracto
tornar-se fisico e invadir as minhas palavras
envelhecendo-as ate que se tornassem latim.
imperceptivel, irreconhecivel latim como quem deixa
cair pedrinhas, assim se tornariam as palavrinhas ao abandonarem meus labios que por desejo, agora se tornavam rubros.
E eu sentia um forte medo, sim. Eles corriam e nao
esperavam nunca por mim, eu corria torta, eu era
menina. Mas era certo que as meninas fossem mais
queridas. Que os seus olhos fossem meigos tao meigos
que se tornavam seios, e os meninos feios.
Para que lembrar?
Era um dia intacto. Sera que tu te recordas tudo o que
ficou por dizer? Nem sei se eu pudesse o que te
diria. As minhas lagrimas sao tantas que a dor
tornou-se tudo que de ti restou, os passos, repletos, a
tua mao docil na minha cabeca esquecida ingrata .
O cafe cheirava intenso, a mesa posta, a comida
esperando e num enorme silencio eu me sentava e tu ali
defronte e ele contigo, miseravel, miseravel eu me
abandonava docil e curiosamente, por ti, eu me
abandonara ha muito, e tu nao entenderias, nao
compreenderias que em teus passos nao havia nada senao
medo, e em teu coracao culpa, e ainda assim eu sofria.
Mas onde fora essa identidade tua/ onde estaria a
minha compreensao do teu pescoco?
qual estupido relacionamento!
Seras sempre maldita!
Maldita a fonte faminta que ha em mim, o tempo
interrupto que ha em ser. Malditas assinaturas.

AB LONDON TOWN


Autárquicas no seu melhor

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Não há nada como umas eleições autárquicas para apelar à criatividade dos senhores que fazem cartazes.

Aqui há um pote de ouro.

(Infelizmente, não estou a conseguir inserir imagens)



Hoje, na rua, uma eleitora anónima virada para Francisco Louçã:

"Digam a este povo que não vote nos corruptos, nas Felgueiras e nos Avelinos. Senão depois não se podem queixar. Autorizam-nos a roubar..."

O Martim Silva já tinha escrito que maus não são os políticos: "Mau, mau é o povo que os elege".

É verdade. Mas também é verdade que o povo é mau, porque os políticos são maus. Porque o sistema não funciona, porque a educação não é como devia ser. Porque por mais que as pessoas tenham os instrumentos de informação e decisão ao seu dispor não os sabem usar, porque não foram formadas para isso. Porque continuamos, ao fim e ao cabo, analfabetos. É uma petição de princípio. Quem é que vai resolver isto? Os políticos? Ou o povo?


Santana anda por aí

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"Não sou daqueles que diz 'no meu tempo estava tudo bem', até porque as pessoas dizem que estava quase tudo mal."

"Hoje em dia, na rua, dizem-me: 'Quem o tramou foram os do seu partido'. É a sabedoria popular."

"Dizia o prior de Benfica na Igreja de Nossa Senhora do Amparo, onde fiz a primeira comunhão, que 'ser bom não é ser parvo'".

"As minhas contas são com a minha família, os meus amigos, as pessoas de quem gosto e com Deus, acima de tudo. Não consigo desejar mal a ninguém, mas também não sou puro, não sou angélico."

"Os empresários que defenderam a dissolução, o que é que têm a dizer hoje? Portugal está pior ou está melhor? Lanço o mesmo desafio ao Presidente. O país está melhor ou pior, um ano depois da dissolução?"

Para ler no Diário Económico, mas só na edição de papel.

(Desculpem a auto-promoção, mas Santana Lopes é do mais genuíno que há. Goste-se ou não dele. Eu acima de tudo gosto de pessoas genuínas, quer seja Santana Lopes ou Jerónimo de Sousa. Independentemente das idiossincrasias de cada um dos dois.)


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